terça-feira, 10 de abril de 2018

Cesare Fiorio

Nascido em Turim a 26 de Maio de 1939 este italiano que se formou em Ciência Politica, nunca chegou  a "trabalhar" directamente na área da sua formação académica, embora que como director desportivo, o seu trabalho ao longo dos anos, seja preciso muita ciência e alguma (se calhar muita) política.
Quando em 1961 Fiorio corria no seu Lancia Appia Zagato e se sagrou campeão italiano velocidade na classe 1.150cc, estava longe de saber a longa e frutífera ligação que iria ter com o grupo Fiat.
Cesare Fiorio e o seu Lancia Appia Zagato em 1961
Ingressou para gerir a parte desportiva da Lancia, através do seu departamento de competição que ele criou em 1963 com a designação de HF (High Fidelity) siglas que também passaram a figurar nos modelos desportivos da marca, com os seus "elefantes vermelhos".
Com Sandro Munari no tempo dos Lancias Fluivia HF e Stratos HF
Nas diversas funções que exerceu ao longo da sua carreira no grupo Fiat, Fiorio conquistou 18 títulos mundiais.
10 títulos mundiais de rallyes sete com a Lancia (1972/4/5/6 - 1983 - 1987/8) e três com a Fiat (1977/8 - 1980).
O Lancia Stratos um dos míticos modelos da marca
que foi uma revolução nos rallyes. Fiorio junto a
 Claudio Maglioli um dos preparadores Lancia
No mundial de pilotos (rallyes) também esteve em 5 títulos, ganhos por Sandro Munari 1977, Markku Alén 1978, Walter Rohrl 1980, Juha Kankkunen 1987 e Miki Biasion 1988.
No capítulo da velocidade, e ainda na Lancia conquistou 3 títulos de no mundial de resistência.
No mundial de resistência com Michel Alboreto um dos seus pilotos
Em 1989 Cesare Fiorio foi chamado para gerir a parte desportiva da Scuderia Ferrari, tarefa sempre muito complicada devido à obrigatoriedade do "nome" Ferrari vencer o que nem sempre é possível. Esta relação com o grupo Fiat que vinha de 1963 acaba em 1991 precisamente por grandes divergências com a presidência da Ferrari. Cesare Fiorio fez um interregno na gestão desportiva para continuar a exercer, agora a "full-time" a sua outra paixão ... a motonáutica.
O bonito powerboat da Martini "rendeu" vários títulos
Fiorio correu nos powerboat sendo duas vezes campeão do mundo e seis vezes campeão europeu e ganhou 31 GP.
Além destes títulos Fiorio foi o "cérebro" do projecto montado para bater o recorde da travessia do oceano Atlântico em 1992 com o barco baptizado de "Destriero" que conseguiu em 58 horas e 34 minutos atravessar o oceano, tempo esse que até hoje ainda não foi batido.
Destriero o nome do barco que bateu recorde de travessia do Atlântico
No entanto o cheiro a borracha e alcatrão foi mais forte e Fioro foi em 1994 comandar a Ligier, que tinha sido comprada pelo seu antigo piloto na Ferrari, Alain Prost, e chamou o italiano para o ajudar nessa tarefa. Em 1995 esteve na Forti F1 até meados de 1996, Voltando à Ligier até ao fim de 1997, para estar presente na vitória de Panis no GP Mónaco.
Com Alain Prost como dono da Ligier, Fiorio foi gerir a parte desportiva
Em 1988 a Minardi foi contratar Fiorio para organizar toda a gestão da pequena equipa italiana, e onde se manteve até abandonar de vez as competições no ano de 2000.
Na Minardi foi o seu último contacto com a competição

Quando resolveu abandonar de vez a competição, Cesare Fiorio envolveu-se num projecto, em que nada estava ligado ao seu anterior mundo, pois resolveu administrar um Agro Turismo em Ceglie Messapica.
O seu Agro Turismo era uma nova paixão de Fiorio
No entanto tudo sorria na preenchida nova vida deste italiano que geria com enorme sucesso o seu Agro Turismo, que entretanto fez reviver uma velha paixão ... o ciclismo.
O seu ar feliz no Agro Turismo
Tendo-se tornado um hábito, todos os dias Fiorio fazia cerca de 30 Kms de bicicleta, até que em 3 de Maio de 2017 foi encontrado caído inconsciente e ao que se pensa ter sido acometido de uma súbita doença. Levado ao Hospital de Brendisi com prognóstico reservado. 
Cesare com Alex ou seja os Fiorio nos rallyes
Cesare Fiorio é pai de "Alex" Fiorio também ele um antigo piloto de rallyes, chegando a guiar para equipas semi-oficiais da Lancia nos tempos do seu pai ser o "boss". Quando se retirou do rallies Alex também foi director desportivo da Cibiemme a BMW Italia.
Além de Alex, Cesare tem uma filha que depois de uma carreira com sucesso na música (cantora) e quando deixou e se dedicou à fotografia tornando-se uma das fotografas mais credênciadas a nível mundial, sendo as suas foto-reportagens disputadas pelas mais prestigiadas revista. O seu nome Giogia Fiorio.
Giorgia Fiorio depois de cantora é hoje uma fotógrafa muito prestigiada 

terça-feira, 3 de abril de 2018

Mario Mannucci

Nascido em Milão no ano de 1932, Mario Mannucci aos 31 anos fazia rallyes de regularidade guiando carros do Jolly Club do seu amigo Mario Angiolini.
Tudo mudaria na sua vida quando em 1968, na 1ª edição do Rally de Elba, sendo navegado por Bruno Scabini num Lancia Fluvia 1.3 HF, ao ficar em 6º lugar, dos dez sobreviventes finais dos quarenta que partiram e um tal de Cesare Fiorio reparou nele. Cesare Fiorio era o director desportivo da  HF Lancia Squadra Corse e o desafiou a entrar na equipa como co-piloto de Sergio Barbasio num Lancia oficial. Mannucci aceitou e um ano depois estava a a comemorar a vitória no Rallye de Elba.
Vitória no Rallye de Elba com Barbasio
Mannucci é convidado para fazer equipa com o duas vezes campeão italiano de rallyes, Sandro Munari que vinha de uma longa convalescença depois de um acidente nos treinos do rallye de Monte Carlo de 1968 onde faleceu o seu navegador Luciano Lombardini.
Não se pode dizer que tenha sido um começo fácil pois ainda no fim de 1968, no rallye Sam Martino di Castrozza, e em 1969 no Rallye da Suécia foram "premiados" com duas saídas de estrada. Só em 1971 ficou decidido que a dupla Munari / Mannucci ficaria permanente e novamente as coisas não corriam pelo melhor com abandono por acidente no Monte Carlo e Samremo mas devido a problemas mecânicos, no entanto a dupla cada vez tinha mais cumplicidade e ainda nesse ano venceram o rallye 999 e o Semperite.
Vitória no Monte Carlo de 1972
Em 1972 venceram o Monte Carlo, Suécia, San Martino di Castrozza e com o campeonato ganho podem dedicar-se ao desenvolvimento do novo carro da Lancia o ... Stratos.
Munari / Mannucci em 1973 ainda tiveram que correr com o Lancia Fluvia 1.6 HF, porque com a alteração de regras para a homologação dos carros em que passou a ser preciso 500 exemplares para a homologação em grupo 4. atrasou a entrada em provas do novo Lancia Stratos. Com mais uma série de vitórias conseguiram o título Europeu no "velho" Fluvia HF enquanto nas provas extra campeonato iam correndo com o Stratos e venceram o Rallye Firestone e a Volta à Corsega.
Estreia extra campeonato com vitória em 1973 do Stratos
Enquanto desesperavam pela homologação do Lancia Stratos, em 1974 já com o Fluvia 1.6 HF completamente "fora de combate" ainda conseguiram ganhar provas, até que em Outubro o Stratos é homologado e de rajada venceram o Sanremo e 1000 Lagos, e como a ajuda das outras equipas da HF Lancia Squadra Corse mais uma vez deram o título de marcas à Lancia.
Três nomes para a história dos rallyes Munari/Mannucci/Stratos
Em 1975 voltaram a vencer o Monte carlo e o 4 Estações perderam o Sanremo por um furo e na Córsega e RAC por saídas de estrada. A Lancia voltou a vencer o campeonato do mundo marcas.
Em 1976 Daniele Audetto é chamado à equipa de F1 da Ferrari e Cesare Fiorio chama Mannucci para um cargo na direcção da equipa e no final do ano dá-se a fusão da HF Lancia Squadra Corse e a Abarth formando-se a ASA (Fiat Automotive Sports Activity) sempre sobre o comando de Cesare Fiorio. Em 1997 Audetto sai da Ferrari e volta para ficar encarregado de toda a logística da ASA, pelo que volta a permitir a Mannucci o regresso.
1978 foi uma temporada falhada com o Fiat 131 Abarth
Silvio Maiga que tinha ido fazer equipa com Munari, abandonou no fim de 1977 as provas e Mannucci lá estava para um novo desafio pois por questões de marketing agora era o Fiat 131 Abarth o carro do grupo a correr. Foi uma época para esquecer a habituação ao Fiat, menos potente foi complicada pelo que, junto aos problemas mecânicos naturais da juventude apenas conseguiram um 3º lugar na Córsega e "Il Drago" resolveu "arrumar as luvas".
1979 com Vudafieri no Fiat 131 Abarth
A partir daqui Mario Mannucci navegava esporadicamente pilotos do grupo Fiat, foi assim em 1979 com Vudafieri num Fiat 131 Abarth  venceu o rally da Sicilia e em 1980 com Bettega foi 6º no Monte Carlo com o Fiat Ritmo Abarth de grupo 2 e 8º na Acrópole aí já com um Fiat 131 Abarth.
Com Bettega e o Ritmo Abarth grupo 2 em Monte Carlo
Em 1987 a "velha" dupla Munari / Mannucci volta ao activo para fazer uma prova de rallye raid na Grécia. O grupo tinha um novo projecto para o Paris / Dakar que era o novo Lamborghini LM002, mas havia que testar e a experiente dupla dar a opinião final. 
Com o "Lamb" em Rallye Raid no ano de 1987

Nas primeiras especiais saltaram logo para a frente da classificação, mostrando que quem sabe ... não esquece, mas depois com  condições meteorológicas muito adversas resolveram retirar-se para evitar estragos.
Depois da sua ligação ao grupo Fiat, Mario Mannucci com toda a sua experiência "desenhou" imensas provas por todo o mundo (China, Peru, EUA etc) e ainda foi o "pai" do Rallye dos Alpes Orientais para históricos.
Mario Mannucci faleceu a 17/12/2011 com 79 anos em Gorizia onde vivia com a mulher Ariella de quem tem um filho de nome Manuel. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Gordon Murray

Nascia em Durban, África do Sul, a 18 de Junho de 1946, filho de emigrantes escoceses Gordon Murray que viria a ser um dos génios criativos da formula 1 ... e não só.
O seu gosto pelos automóveis levou-o a ingressar na Universidade de Tecnologia de Durban onde se formou engenharia mecânica.Com o gosto pelas corridas levou com que entre 1967 e 1968 corre-se na classe nacional com um carro da sua autoria o IGM - Ford.
Em 1969 mudou-se para Inglaterra na esperança de integrar a Lotus Car, mas acabou por ingressar na Brabham.
O seu primeiro F1 o Brabham BT42
Quando Bernie Ecclestone tomou conta da Brabham promoveu o jovem Murray a "Chief Designer" sendo o seu primeiro projecto o Brabham BT42 entregues a Reutmann e Wilson Fittipaldi notando-se logo a sua veia de genialidade. Entretanto em 1975 entrou o apoio da Martini na equipa e o novo Brabham BT44 B além de eficaz era dos carros mais bonitos, quase que me atrevia a dizer ... de sempre da formula um.
Brabham BT44 B um dos mais bonitos de sempre

Em 1976 a Brabham tem um novo fornecedor de motores, a Alfa Romeu que obrigou Murray a um novo conceito de chassi para poder "albergar" o grande boxer 12 cilindros italiano bastante potente, mas muito "gastador" e também nem sempre dando as necessárias garantias de fiabilidade.
1976 a nova era da Brabham com motores Alfa Romeu

Foi então em 1978, já farto de não encontrar soluções eficazes para fazer andar mais lá na frente os Brabham/Alfa, que veio mais um rasgo da génio de Murray com o Brabham BT46/Alfa Romeu. 
Niki Lauda com o Brabham BT46B o "fan car"

Niki Lauda, que tinha saído da Ferrari levou o BT46 à vitória no GP da Suécia através de uma engenhosa ventoinha montada por trás do motor e que sugava o ar debaixo do carro fazendo o tal "efeito de solo" ... mas logo foi proibido pela FIA por a tal ventoinha ser considerada perigosa !!!
A famosa ventoinha dos Brabham


Para acabar a época depois da proibição Murray teve que rever o projecto para trabalhar sem ventoinha :) e mesmo assim o novo BT46B/Alfa Romeu ainda ganhou, novamente com Lauda o GP de Itália. No fim de 1979 acabou o contrato de motores com a Alfa Romeu e a Brabham voltou aos tradicionais Ford V8, com que Murray pode voltar à sua versão de "carro asa".
1981 título mundial pata Piquet e o Brabham BT49B

Logo em 1981 Piquet ganha o seu primeiro título mundial com o Brabham BT49B/Ford e a Brabham ficou com o vice campeonato. Em 1982 novo fornecedor de motores, a BMW entrega o seu M12/13 um quatro cilindros turbo de 1.5 litros, que volta a obrigar Murray a refazer as contas dos próximos projectos.
Novo título de Piquet em 1983 com o Brabham BT52B

Não foram precisas muitas contas pois o bom chassi do Brabham BT52B e a potência do motor BMW (+ 1.000HP) voltaram a dar novo título a Piquet em 1983. Esses bons resultados vieram a dar a Murray, mais segurança para poder arriscar num inovador projecto visto que o "efeito de solo" estava comprometido pela proibição da FIA no uso de "saias".
A equipa do novo projecto Brabham BT55

Depois de trabalhar nesse novo projecto em 1985, foi no ano seguinte que com a nova dupla de pilotos Patrese e De Angelis o novo Brabham BT55 deixava o mundo de boca aberta devido a seu desenho. Era um F1 super baixo com uma posição de condução quase deitado.
Aqui vê-se bem a altura mínima do Brabham BT55

No entanto os resultados não foram nada positivos, embora Murray continua-se a acreditar no projecto que segundo ele o problema foram dois. A troca dos pneus Michelin com quem trabalhavam faz anos, pelos novos Pirelli e também porque este chassi necessitava de um motor mais compacto e mais baixo, tipo do V6 da Honda ou da TAG/Porsche para ter "ar limpo" na asa traseira.
Murray na McLaren com Dennis, o boss e Senna

Em 1987 Gordon Murray a convite de Ron Dennis entra para a McLaren, substituindo John Barnard e para integrar a equipa de Steve Nichols com as evoluções do chassi MP4.
1988 primeiro título de Senna com o McLaren MP4/4

Logo no segundo ano e com o McLaren MP4/4 Honda com "toques" do projecto BT55, Senna conquista o seu primeiro título mundial e o MP4/4 ganhou 15 dos 16 GP do ano.
Com Senna em 1990 e 1991 e com Prost em 1989 a McLaren e as evoluções do MP4 ganharam o mundial de pilotos e construtores, mas o envolvimento de Murray nos dois ultimos de Senna já não foi tão grande, pois tinha-lhe sido entregue um novo projecto o McLaren F1.
McLaren F1 ou o três lugares

Ora o McLaren F1 era um super carro desportivo que a McLaren apontava começar a produzir em 1992. Murray aplicou tudo o que sabia da competição como por exemplo ser o primeiro carro de estrada a ter um chassi em carbono e outras materiais nobres que trouxe da formula 1 assim como alguns conceitos. Por exemplo o carro tinha três lugares, todos na frente e ao meio é que ia o condutor, Murrey chamou Peter Stevens para os acabamentos exteriores e interiores e como previsto o carro começou a produção de 1992 e manteve-se em produção até 1998. 
Murray ao lado do "seu" McLaren F1 vencedor de Le Mans

Claro que com tanto ADN de competição, o mesmo acabaria por correr em sportscars com muito sucesso acabando inclusive por ganhar as 24 horas de Le Mans de 1995.
Mercedes Benz SLR / McLaren ... by Murray

Mais tarde Murray ainda esteve num outro projecto feito na McLaren a pedido da Mercedes o exclusivo Mercedes Benz SLR / McLaren, também ele um super carro.
Em 2007 abre a sua empresa de consultoria a "Gordon Murray Design" que está envolvida em
Projecto de carro citadino T.25
vários projectos, tão distintos como os de um carro citadino ecológico e económico o T.25,
TVR TYPHON
até aos novos e desportivos TVR que saíram no fim de 2017, sobre o projecto de Murray.
TVR GRIFFITH

Em 2008 Gordon Murray ganhou o prémio "ideia do ano" atribuito pelo Ministério da Industria Inglês em conjunto com o RACC.
Gordon Murray vive em Surrey com a esposa Stella Gane.
Gordon Murrey nos dias de hoje


sábado, 3 de fevereiro de 2018

João Barbosa

Nascido no Porto a 1 de Março de 1975, João Barbosa cedo começou no desporto motorizado com as voltas de karting no Cabo do Mundo.
Depois de começar a disputar e vencer campeonatos nacionais de karting, o objectivo começou com as deslocações aos mundiais, visto o nosso cantinho à beira mar plantado, começar a ser curto para os seus objectivos.
Em 1991 Barbosa já andava pelos mundiais :)
Foi por esta altura que se começou a dar nas vistas, aquele capacete amarelo embora com o vermelho e verde das cores lusas, mas inspirado no desenho de Eddie Chever tinha no seu capacete. Esta pintura do João vai manter-se até aos dias de hoje.
O capacete de João Barbosa
Em 1993 Barbosa começa a sua aventura nos formulas ao disputar o campeonato nacional de formula Ford, campeonato que venceria no ano seguinte (1994).
João Barbosa começa aqui a tentativa de seguir uma carreira nos formulas e ao contrário de alguns compatriotas optou por Italia, resolveu começar em 1995 pela Formula Europe Italian Boxer para ganhar rodagem e no ano seguinte faz o competitivo Campeonato Italiano de F3 que acabaria por ser vice-campeão.
1994 foi Campeão de Portugal em formula Ford

Com o "mercado" Europeu muito limitado, Barbosa decide passar o Atlântico para o outro lado em 1997 precisamente para ir fazer a Formula Atlântic que acabaria o Campeonato num sétimo lugar.
A América tinha seduzido Barbosa e também o inverso. Em 1999 João já era piloto oficial da Mosler na United States Road Racing Championship vencendo as corridas de Lime Rock Park e Homestead. Em 2000 João Barbosa fez provas da ALMS com um Porsche 911, para em 2001 voltar à Moslar na Rolex SportsCar Séries ficando em Watkins Glen num sexto lugar. 
O Moslar MT 900 R com que Barbosa começou a ganhar nos EUA
Continuou no ano de 2002 na Moslar mas na série Grand-Am com uma vitória e três segundos lugares que lhe dariam o 4º lugar final no campeonato. O Moslar na classe GTS já em 2003 levou Barbosa a fazer oito provas e outras duas na mesma classe com um Ford Mustang. Acabou por ganhar três vezes e fazer sete pódios, sendo nesse ano vice-campeão.
Num "saltinho" à Europa Barbosa alinhou de Moslar  MT900R  nos 1000Km de Spa e nas 24 horas também em Spa tendo ganho a classe na prova mais curta. Em 2004 com a Maserati da classe GT fez oito das doze provas da série Grand-Am tendo feito dois terceiros lugares.
O Dallara SP1 / Judd sa equipa Rollcentre

No mesmo ano foi piloto da equipa Rollcentre com um Dallara SP1 da classe LMP1 em que apesar de desistir em Le Mans, foi quinto nas 12 horas de Sebring, continuaram o mesmo programa em 2005 apesar de ter menos sucesso.
O Dallara  é  trocado  por  um Radical SR9 da classe  LMP2 no ano  de  2006  conseguindo um terceiro lugar nos 1000Km de Nurburgring e um quinto em Le Mans,ainda fez provas ao volante de um Porsche 911 e de um Saleen S7. 
A  Rollcentre volta a mudar de carro em 2007 
A Rollcentre voltou a mudar de carro desta feita um Pescarolo 01

comprando um Pescarolo 01 da LMP1 e na Europa o terceiro lugar nos  1000Km de Silverstone o quarto nos 1000Km de Valência ainda juntou um quarto lugar nas 24 horas de Le Mans. 
Nos EUA na  Grand-Am Série a guiar pela Brums um Riley / Porsche foi quarto nas 24 horas de Daytona.   No ano seguinte 2008 volta a guiar pela  Brums  acabando  em  quinto no Grand-Am Rolex  Sports  Car e  com a Rollcentre fez Le Mans e mais quatro provas no Pescarolo.
Com o Riley / Porsche da Brumos vieram os primeiros grandes reultados
No ano  de 2008  e 2009 voltou a guiar para a Brums no Grand-Am Rolex Sports Car acabando o mesmo num quinto lugar final em 2008 e ganhou Homestead  foi  terceiro  na 24 horas Daytona quinto em Mid-Ohio em 2009.  Com a Rollcentre voltou  também  a guiar o Pescarolo em várias provas, acabando em oitavo nas 24 horas de Le Mans em 2009.
Em 2010 com o Riley / Porsche da Action Express
O  ano  de  2010 foi o ano da grande mudança, pois ao assinar para a equipa Action Express, João começou  mais regularmente, a lutar por campeonatos. Com o Riley / Porsche da equipa João, em 2010, ganha as 24 horas Daytona faz um quinto lugar em Lime Rock e foi décimo em cinco corridas, para no ano de 2011 vencer na Virgínia, terceiro nas 24 horas Daytona e nas restantes dez corridas fica por cinco vezes em quinto. Na passagem pela Europa em LMP2 foi terceiro em Le Mans e também nas 6 horas de Imola com um Lola B08.
Em 2012 passou a guiar o Chevrolt Corvette DP 9

Em 2012 a Action Express troca o Riley pelos Chevrolet Corvette DP 9 e na Grand-Am vence em Detroit e  Watkins  Glen e  foi por seis vezes quinto classificado. Na classe ALM nas 12 horas de Sebring foi quarto da geral e na ALMS P2 ganhou. Em 2013 chega à equipa o brasileiro  Christian  Fittipaldi que viria a ser  o  seu   regular  e  fiel  companheiro de equipa. Venceram em Watkins Glen e Mid-Ohio foram segundos em Detroit e Road America e quartos em 24 horas Daytona e Kansas.
2014 vitória outra vez nas 24 horas Daytona

No United SportsCar Championship em 2014 João "só" ganhou as 24 horas Daytona, Road America e Indianápolis além de mais cinco pódios, que vieram a dar o título. Em 2015 é vice campeão com vitória nas 12 horas Sbring, um segundo lugar nas 24 horas Daytona e mais três pódios além de  nas  dez  provas  só uma vez ficaram foram dos cinco primeiros.  Foi a Le Mans com a  Krohn  num Ligier JS P2 e acabou em décimo segundo.
Equipa Kron com Ligier JS P2 foi a Le Mans

No ano de 2016 foi a chegada de outro "tuga" à equipa, só para as provas grandes, Filipe Albuquerque e em boa hora o fez, pois além de ser uma mais valia para a equipa, também como iremos ver mais adiante Albuquerque ficaria a ganhar com isso.
Filipe Albuquerque chega à equipa em 2016

O campeonato de 2016 foi disputadíssimo com a equipa a ficar em segundo lugar ... com sabor a primeiro, pois  pela  diferença mínima ... 
apenas um  ponto  os separou dos seus colegas de equipa. Ganharam as 6 horas Watkin Glen e ficaram  quatro  vezes  em  segundo e duas em terceiros, no último ano que fizeram a guiar o Chevrolet Corvette GP.
2016 último ano de Chevrolet Corvette DP

Em 2017 a Action Express passou a alinhar ao volante do novo Cadalliac DPI-VR e com mais uma época de grande sucesso, mas que "só" deu o terceiro lugar do campeonato.  Ganhou outra vez  em  Watkin Glen, segundo nas 12 horas de Sebring e  segundo  nas 24 horas Daytona, que
ficará na história  pela  injustiça que foi a "ultrapassagem  forçada" no turno do  Filipe  que comandava a prova a duas voltas do fim. Foi também  terceiro em Road Amaericas e nas restantes  seis  corridas foi quarto uma vez duas vezes quinto, em igual numero de sextos lugares e um sétimo.
A estreia do novo Cadillac DPI-VR em 2017


2018 está a começar ... e de que maneira :)
Christian Fittipaldi será terceiro piloto nas provas longas e director desportivo da equipa ficando  o  João com  o  Filipe a defender as cores do Cadillac DPI-VR da Action Express.
Uma vitória em língua portuguesa este ano (2018). 

Como abertura  uma  vitória  esmagadora, pela terceira  vez para  João Barbosa nas 24 horas de Daytona.   Agora  segue-se  as 12 horas de Sebring  e  o  resto  do  campeonato  onde os grandes objectivos será ... o título.