terça-feira, 18 de outubro de 2016

"The Ice Man"

Nascido em Espoo, na Finlândia, a 17 de Outubro de 1979, Kimi Raikkonen desde muito cedo, com 10 anos,  se destacou a ganhar tudo o que havia para ganhar em Kart. Aos 15 anos fez as primeiras corridas fora da Finlândia ainda em Kart e no Mónaco foi memorável porque Kimi
O seu primeiro amor ... karting
partiu o volante e continuou em prova, mas quando passava na recta da meta fazia sinais para o seu mecânico tentando explicar o que se passava levantando os braços com o volante na mão !!!
O formula Renault com que ganhou em Inglaterra
Aos 20 anos em 1999 resolveu dar o passo seguinte e "assalta" Inglaterra com corridas de formula Ford e com a formula Renault 2.0 em que nesta categoria, consegue ganhar o campeonato Inglês. 
2001 a sua estreia na F1 com a Sauber
Entre 2002 e 2006 guiou para a McLaren
Peter Sauber atento aos novos valores chama em 2000 Kimi para fazer testes com um F1 da Sauber no circuito de Mugello. Os testes foram tão positivos que Sauber levou-o para novos testes em Jerez e Barcelona, de onde saiu com um contrato para piloto Sauber F1.
Em 2007 entrou para a Ferrari onde ficou até 2009
Foi muito problemático conseguir a super-licença de F1 por causa da pouca experiência mas Raikkonen lá conseguiu guiar para a Sauber na época de 2001, onde foi bastante regular. Como era de prever as equipas com outro poder económico tentaram logo levar o piloto no fim desse ano e acabou por ser a McLaren que venceu a Ferrari na corrida para ter o "Ice Man" na sua equipa. 
2007 - Kimi é campeão do mundo de F1
Kimi esteve na McLaren entre 2002 e 2006, substituindo o bi campeão do mundo Mika Hakkinen, e logo no primeiro ano e na primeira corrida faz o seu primeiro pódio um 3º lugar na Austrália, e no ano seguinte a sua primeira vitória na Malásia.
Com o Fiat Punto S2000 no seu 1º rallie
No entanto o namoro com a Ferrari já vinha do tempo da Sauber e com um contrato milionário de USD 51 milhões por época Kimi assina com os italianos até 2010. Logo no primeiro ano Kimi consegue chegar
No Citroen C4 fez a estreia no WRC
ao titulo mundial. Durante a sua passagem pela Ferrari Kimi tem o primeiro contacto com os rallies, quando convence os italianos a porem à sua disposição um Fiat Punto S2000 para fazer o Rallie do Artico que termina na 13º posição. No entanto com o seu
O seu novo "escritório"
feitio muito especial Kimi não acaba o contrato com a Ferrari saindo em 2009, abandonando a F1 por não se sentir motivado.
Em 2010 Kimi dá um
Ainda experimentou  os novos DS3 WRC
novo rumo à sua vida ao integrar o júnior team da Citroen no WRC guiando o C4 WRC com as cores da Red Bull.
NASCAR de Toyota outra experiência de Kimi
Raikkonen ainda se manteve até 2011 no WRC sempre com a Citroen agora no novo DS3 WRC mas com resultados discretos, entrando poucas vezes no top ten e batendo muitas vezes. Como perdeu um pouco a motivação dos rallies ainda foi nesse ano de 2011 fazer uma "perninha" à NASCAR mas onde também com pouco sucesso guiou um Toyota.
2012 - 2013 guiou pela Lotus
2014 o regresso à Ferrari
Raikkonen em 2012 voltou à F1 com a equipa Lotus. A verdade é que o seu verdadeiro meio é o da F1 e nos dois anos (2012-2013) que esteve com a Lotus fez provas de se tirar o chapéu pelo que levou a Ferrari a voltar a contratar o finlandês pela segunda vez. Kimi Raikkonen está na Ferrari desde 2014 embora a marca de Maranello não se encontre no seu melhor período tendo tanto Kimi como Vettel seu colega tirado resultados muito irregulares.
2016 será o último ano de F1?
Este ano (2016) Raikkonen está a quatro provas do fim do campeonato no 4º lugar com quatro idas ao pódio (duas vezes 2º e duas vezes 3º).
Nos "mentideros" da F1 fala-se que Kimi deverá abandonar as pistas este ano, mas como tem provado ao longo da sua carreira, da cabeça do "Ice Man" nunca se sabe o que vêm.
Estou em querer que se a Ferrari não estivesse neste mau momento Kimi surpreenderia muita gente porque a rapidez e o seu ar frio para resolver as situações delicadas ... continuam lá.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Alex Barros

Alexandre Barros nascido em S. Paulo a 18 de Outubro de 1970, foi a grande esperança dos brasileiros no reino do motoGP.
Começou com 8 anos no Brasil onde foi campeão das minibikes, depois as 50cc e em 1985 com o titulo de 250cc o "seu" Brasil já não lhe podia dar mais e por isso era legitimo a passagem para o "velho continente" onde estava o centro do motociclismo mundial.
1987 a Arbizu/Casal 80cc
Em 1986 entrou no mundial na classe 80cc onde se manteve por dois anos com resultados modestos. Curioso que no ano de 1987 correu com uma Arbizu/Casal.
Na Cagiva entrou nas 500cc ainda a 2T
1994 integra a Suzuky Lucky Strike
A sua aprendizagem aos circuitos do mundial e ao próprio mundial continuou em 1988 e 1989 na classe 250cc com uma Yamaha mas continuando na senda dos resultados muito fracos. Até que vêm o ano de 1990 e Alex é chamado para a equipa oficial da Cagiva na classe rainha (500cc) para se juntar a Randy Mamola e Ron Haslam. Era a época de ouro das motos de 500cc a dois tempos brutais em termo de potencia e que era preciso ser "muito homem" para as guiar. Barros manteve-se na Cagiva até 1993
Com a Honda 500 do Team Pons
onde ainda compartilhou a box com o grande campeão Eddie Lawson. Em 1994 nova aposta agora a equipa oficial da Suzuky e mais uma vez tendo como companheiro de equipa um campeão Kevin Schwantz.

Barros tornou-se um grande especialista em chuva
Com a Honda / Gresini e a NSR 500
Em 1995 voltou a trocar de equipa e passou para a Honda marca essa em que se iria manter por oito anos (1995 a 2002) e onde guiou para todos ou quase todos os Team que estavam ligados à Honda como Kanemoto, Pileri, Gresini e Pons onde se manteve por três anos. Talvez estas mudanças constantes de marca não tenham ajudado Barros a estar consistentemente na luta pelo titulo.
Alex na Yamaha oficial de Moto GP
2004 Alex na Honda / HRC
2003 Alex Barros é chamado a um novo e grande desafio. A Yamaha oficial contrata o brasileiro no primeiro ano das MotoGP isto é da passagem das 500cc a 2 tempos para as novas 4 tempos. Já tinham passado alguns anos (desde a Suzuky em 1993) que Alex não guiava para uma equipa oficial. No entanto logo no ano seguinte 2004 Barros está envolvido numa das maiores histórias do motociclismo, a saída de Rossi da Honda/HRC precisamente para a Yamaha e por sua vez  o brasileiro toma o lugar de Rossi na equipa oficial da Honda. 
A última vitória em moto gp no Estoril
Novo ano e ... nova mudança desta vez Barros deixa a HRC e volta à Honda / Pons e é nesse ano que Barros vai conseguir a sua última vitória em Moto GP e precisamente no Estoril.
2006 ano de SBK com a Honda
2007 ano da despedida na Ducati/Pramac
Em 2006 pela primeira vez o brasileiro não arranja lugar numa equipa do Moto GP e é obrigado a mudar para as superbikes onde com uma Honda privada consegue 6 pódios e 1 vitória com um 6º lugar no final deste tão competitivo campeonato. Talvez Barros deveria ter tomado a posição de se manter neste campeonato (SBK) que viria a ganhar de ano para ano mais adeptos e protagonismo. 
Das várias pinturas que usou esta talvez a mais conhecida
2007 o ano de despedida das competições como piloto Alex assina pela equipa satélite da Ducati a Pramac e faz assim a despedida depois de 16 anos na classe rainha e 21 de mundialconquistou 7 vitórias, 32 pódios e 5 pole positions em 276 grandes prémios.
Foi bom?  Foi
Podia ser melhor?  Penso sinceramente que sim
A sua equipa BMW no Brasil ...
... e a sua escola de condução de motos.
se Alex Barros tivesse tido uma regularidade maior nas equipas onde lhe iria permitir um maior entrosamento com a moto e com a própria equipa o que também é importante em alta competição.
Alex Barros saiu do mundial mas manteve o vicio da velocidade e no seu Brasil natal para onde veio mantêm uma equipa a correr e ao mesmo tempo tem uma escola de condução para motos.

Alex Barros a maior esperança brasileira do motociclismo, talvez tenha passado ao lado de títulos mundiais por motivos já ditos atrás, mas uma grande carreira, com o seu nome nas paginas das histórias dos mundiais foi o que construiu ... e bem.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Renzo Pasolini

Nascido em Rimini, Itália a 18 de Julho de 1938, Renzo Pasolini foi um piloto que pela sua postura em pista e pela sua condução brilhante, deixou uma legião de fãs no motociclismo que ainda hoje passados 43 anos da sua morte, não o esquecem.
Depois de uma passagem pelo boxe, foi em 1958 que entrou no motociclismo mas como piloto de motocross. O seu pai que trabalhava na marca italiana Aermachi contribuiu para que Renzo Pasolini fosse convidado para piloto de testes da marca e daí a começar a fazer provas de velocidade, em 1962 com uma Aermachi 175cc foi um click.
Pasolini no início com a Aermachi
Os bons resultados vieram logo, e quando se conseguia duas vitórias sobre Giacomo Agostini, deixava logo em alta a moral de qualquer piloto. No entanto durante dois anos fez uma pausa nas corridas por causa de cumprir o serviço militar.
Voltou em 1964 e continuou a competir nas provas nacionais e em algumas internacionais com a Aermachi 250cc e 350cc.
Pasolini quando andava de Benelli
Aqui numa corrida de 250cc na frente de Saarinen 
Em 1965 mudou-se para a Benelli e conseguiu o 2º lugar no campeonato italiano de 250cc e o 3º lugar no de 350cc. No ano seguinte com uma Benelli 500cc começou uma série de confrontos com as Honda e as MV Agusta até 1970 quando por uma mudança de regulamentos introduzida pela FIM a Benelli ficou de fora em algumas classes, pelo que levou "Paso" como era conhecido pelos colegas, a regressar à Aermachi que se tinha fundido com a americana Harley-Davidson. Em 1971 foi um ano complicado de desenvolvimento das novas motas.
Pasolini em 1973 nos USA
Mesmo assim em 1972 Pasolini perdeu o Campeonato do Mundo de 250cc por um ponto para a Yamaha de Jarno Saarinen, e tanbém conseguiu um brilhante 3º lugar final na classe de 350cc.
1973 era um ano encarado com um enorme optimismo por Pasolini, pois as novas Harley-Davidson estavam cada vez mais competitivas e as indicações no início da época nos USA foi bastante positivo.
No entanto durante o GP Itália em Monza, disputado a 20 de Maio e depois de ter desistido na classe 350cc com problemas mecânicos, "Paso" centrou-se na prova da classe 250cc que se seguia. 
O maldito acidente de Monza
Mas como segundo consta devido a uma ruptura de motor da moto de Walter Villa em 350cc na última volta, que deixou a pista com bastante óleo, que foi de imediato corrigido pelos comissários ao longo do circuito menos no rapidíssimo "curvone" que se fazia a mais de 200 km/h. 
O corpo de Pasolini no acidente
Ducati 906 PASO
Pasolini e os outros pilotos foram todos surpreendidos pelo óleo na corrida de 250cc que provocou um dos maiores acidentes da história do motociclismo com a queda de Pasolini que vinha em primeiro e Jarno Saarinen que o seguia não o conseguiu evitar o que provocou a morte imediata dos dois pilotos, e como vinham os pilotos muito juntos, era a primeira volta, levou à queda de mais doze pilotos.
Homenagem da X-lite a Pasolini
Conforme disse no início da crónica Renzo Pasolini era um piloto muito marcante, principalmente em Itália e muito querido por todos aqueles que privavam com ele, não só colegas como os adversários e directores de equipa. 
É um exemplo disso quando os irmãos Castiglioni donos do grupo Cagiva / Ducati, marcas pelas quais Pasolini nunca correu, resolveram lançarem um modelo da Ducati em sua homenagem, a Ducati 906 PASO, assim como mais recentemente a marca de capacetes X-lite lançou uma réplica do seu capacete, apesar de Pasolini nunca ter corrido de capacete integral.
Fica a eterna pergunta:
Até onde poderia ter ido Renzo Pasolini?

sábado, 2 de julho de 2016

Nannini ... vai um café?

Alessandro Nannini nasceu em Siena a 7 de Junho de 1959, infelizmente, teve uma passagem muito rápida pela formula 1.
Nannini começou por brincadeira nos rallyes locais com um Lancia Fluvia HF e mais tarde com um Stratos.
Rallyes com Lancia
Em 1981 resolveu ver como eram os formulas e resolveu disputar o campeonato de formula italia, como não se saiu mal foi um passo para ingressar no Team Minardi e fazer durante 3 épocas F2.
Na sua passagem pela F2 com o fraco Minardi
As vitórias, essas, não apareciam pois o Minardi era um carro muito pouco competitivo.
Foi no Lancia LC2 que se confirmou a sua rapidez
No entanto a sua rapidez nunca deixou dúvidas pelo que em 1983 foi convidado pela Martini - Lancia para fazer parte da sua equipa de resistência com os Lancia LC2. Nannini manteve-se durante três anos (1983-1984-1985) na equipa a disputar o Campeonato do Mundo de Resistência onde com Patrese ou Bob Wollek ainda conseguiu duas vitórias em Monza e na África do Sul e um 6º lugar em Le Mans onde fez a volta mais rápida.
Entrada na F1 pela Minardi em 1986
Os primeiros bons resultados vieram com a Benetton
Mas o sonho de Nannini era a F1 e a Minardi fez uma proposta para ingressar na sua recém formada equipa de F1 com um motor novo, o Motori Moderni V6 turbo, que se viria a revelar muito pouco fiável. Foi seu companheiro de equipa Andrea de Cesaris e apesar das duas épocas (1986-1987) em termos de resultados serem fracas, voltou a mostrar a sua rapidez pois era regularmente mais rápido que o seu experiente colega de equipa. Em 1988 Alessandro Nannini estava finalmente numa equipa de ponta da F1, a Benetton. 
O capacete de Nannini
Nannini esteve três épocas na Benetton (1988-1989-1990) onde além de Boutsen foi colega de Herbert e Piquet venceu o seu primeiro GP no Japão em 1989, no célebre GP em Suzuka quando Senna e Prost se envolveram no acidente mais mediático da F1 e conquistou ao logo das três épocas 9 pódios em 78 GP. Porém depois do seu 3º lugar no GP de Espanha de 1990, Nannini tinha comprado um novo helicóptero um
o Ecureuil igual ao de Nannini
Ecureuil e resolveu ir visitar o pai e mostrar o novo "brinquedo". Apesar de ter brevet era um piloto profissional que levava Nannini e mais dois amigos que ao aterrar perto da mansão o helicóptero entrou em desequilíbrio e o piloto tentou voltar a levantar, mas o aparelho caiu de traseira com tal violência, que "cuspiu" os
Já no hospital em Florença
quatro ocupantes tendo o maior azar tocado a Nannini quando o rotor lhe decepou o antebraço direito. Foi o pai de Nannini, Danilo que ao deparar com aquele cenário teve o sangue frio suficiente para com o cinto das calças fazer um garrote, recolher o resto do braço e tratar de o evacuar para o hospital Careggi em Florença.
A recuperação foi longa

Depois de uma micro-cirurgia de 10 horas onde conseguiram com êxito reimplantar o antebraço embora fossem logo alertando que seria impossível voltar a correr, na melhor dos cenários faria a sua vida normal.
Era um destino muito cruel o de Nannini, até porque a Benetton queria que continuasse na equipa e a Ferrari também o queria para o lugar de Mansell.
Nannini concretizou o sonho de guiar um Ferrari F1 em Fiorano
Nannini nunca se deu por vencido e depois de mais duas operações em dois anos, sessões diárias de fisioterapia na Áustria com o fisioterapeuta que fez a recuperação a Lauda depois do acidente, Nannini recuperou muitos dos movimentos, apenas na mão ficou limitado. Para tirar as dúvidas em 1992 fez um teste em Fiorano com a Ferrari mas viria por um lado a concretizar o 
Com o Alfa 155 V6 Ti no DTM
seu sonho de guiar um Ferrari, pelo outro lado ver que para F1 não dava ... mas havia outras disciplinas.
Assim Alessandro Nannini apontou a sua carreira para os turismos e fez quatro épocas pela Alfa Romeu
1997 foi o seu último ano de corridas
com o 155 V6 Ti, onde ainda consegui no competitivo DTM ser um ano 4º e no outro 3º.

Em 1997 resolveu mudar de ares e foi para a Mercedes fazer o Campeonato do Mundo FIA GT com os novíssimos CLK GTR tendo acabado o ano num 6º lugar final e decidindo então arrumar o capacete de vez.
Alessandro Nannini, que foi sempre um apaixonado pelo
Matteo Nannini com a pintura de capacete do pai
café, é hoje proprietário de uma cadeia de cafés de luxo com o seu nome, no entanto a continuidade ao desporto automóvel parece que se vai manter pois do casamento com Paola tem
Gianmaria a começar no kart
um dos filhos o mais velho, Matteo Nannini a correr ao mais alto nível em kart e é agenciado também por um nome conhecido Giovanni Minardi, o outro filho Gianmaria Nannini começa agora os seus primeiros passos no kart "fiscalizado" pelo pai.

Gianna Nannini
Uma curiosidade, Alessandro Nannini é irmão da famosa e controversa cantora rock italiana dos anos 80 e 90 Gianna Nannini.