sábado, 22 de novembro de 2014

Emerson Fittipaldi

Este brasileiro, lenda do automobilismo, de 68 anos, esta semana deixou-me perplexo com a noticia que ia regressar ás competições, com um Ferrari GT 458 nas 6 horas de São Paulo.
Nascido numa família onde a gasolina corre nas veias, pois seu pai Wilson Fittipaldi Sr foi além de jornalista da especialidade ainda fundador da Federação Brasileira de Automobilismo. Seu irmão Wilson Fittipaldi além de ter passado pela formula 1 como piloto, foi o grande impulsionador do projecto Copersucar-Fittipaldi na formula 1. O seu sobrinho Christian Fittipaldi, filho de Wilson também foi piloto de formula 1, orientando depois a sua carreira nos EUA na Champ Car onde também teve um acidente grave, e agora faz o campeonato Tudor de Resistência tendo este ano sido campeão na companhia do português João Barbosa. E para acabarmos e vermos bem este ADN motorizado dos Fittipaldis dois netos de Emerson, Pietro e Enzo já estão a correr nos EUA, e o seu filho mais novo Emmo dá os primeiros passos no kart.

Mas voltamos ao "rato" alcunha de Emerson Fittipaldi no Brasil, Brasil esse que ele resolveu abandonar no ano de 1969 para começar a sua carreira em Inglaterra, tendo ingressado na prestigiada escola Jim Russel.  Começou a correr em formula 3 com um Lotus 59. No ano seguinte faz formula 2 com uma equipa semi-privada da Lotus e os bons resultados levam com que o génio Colin Chapman, dono da Lotus, que tinha acabado de assinar um chorudo contrato com a Gold Leaf , colocar um terceiro carro nalgumas provas de formula 1 para Fittipaldi nesse ano. Em 1971 faz a sua primeira época completa com a Lotus, e no ano seguinte com o patrocínio mítico da JPS vence o seu primeiro campeonato do mundo de formula 1, e sendo o primeiro brasileiro a ser campeão do mundo. Continuaria a guiar para a Lotus só mais um ano, pois em 1974 assina pela Marlboro-McLaren.

A equipa Mclaren com muito dinheiro e muito bem gerida, associada a Fittipaldi deu logo frutos nesse mesmo ano com a conquista do titulo de campeão de mundo pela segunda vez para Emerson.  No entanto o sonho do brasileiro faz com que em 1976 volte a enfrentar uma nova aventura carro brasileiro com o nome da família, patrocínio brasileiro e motor Ford V8 como quase todos os Formulas 1 da altura, e assim nasce o projecto Copersucar-Fittipaldi. No entanto foi um projecto mediano, apenas conseguiu um 3º lugar em 4 épocas, levando Emerson em 1980 no grande prémio do EUA abandonou a formula 1, fazendo um ponto final na sua carreira.
Mas como seria de calcular, pessoas com este ADN não iam conseguir estar muito tempo parados, e o acenar dos dollares americanos, assim como o desafio de um novo campeonato, as celebres pistas ovais com as suas rapidíssimas curvas com relevé, levaram Emerson Fittipaldi a assinar com a equipe Penske na Champ Car em 1984. A sua passagem pelos EUA foi mais um sucesso, pois ganhou por duas vezes as celebres 500 milhas de Indianapolis em 1989 e 1993, que celebrou bebendo um copo de sumo de laranja, um dos seus negócios no Brasil.
Ganhou também o campeonato americano no primeiro ano que venceu Indianapolis  (1989), mas a sua passagem nos EUA acaba com um acidente muito grave em Michigan International Speedway que quase o levou a ficar tetrapelégico.
Já agora apenas uma pequena curiosidade que nada tem a ver com os automóveis, Emerson Fittipaldi quando estava já na fase final da sua recuperação do grave acidente de Michigan, e quando voava no seu avião privado, sobre a sua propriedade em São Paulo onde tem um enorme pomar de laranjeiras, para a produção de sumo, teve uma avaria perdendo altitude e caindo de uma altura de 300 pés voltando a ficar com graves lesões nas costas. No entanto voltou a recuperar e a partir dessa altura  tornou-se um frequentador assíduo da igreja Batista de São Paulo.
Em 2008 Emerson e o irmão Wilson fizeram uma prova do campeonato brasileiro com um Porsche 997 GT3, marca que são os representantes oficiais para o Brasil.

  


Eis o anuncio do regresso do grande Emerson ainda em Novembro.

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